sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

UCRÂNIA - PROTESTOS

03/12/2013 15h14 - Atualizado em 24/01/2014 11h47

Entenda os protestos na Ucrânia

Governo desistiu de assinar acordo de livre-comércio com União Europeia.
Interferência russa pesou na decisão, e milhares de pessoas foram às ruas.


Ucrânia Mapa (Foto: Editoria de Arte/G1)Ajoelhada, mulher fala com policiais compondo uma barreira para conter os protestos em Kiev, na Ucrânia. O acampamento dos manifestantes foi movido nesta sexta-feira (24) na direção do palácio do presidente Viktor Yanukovych. (Foto: Sergei Supinsky/AFP)
A onda de manifestações na Ucrânia teve início depois que o governo desistiu de assinar, em 21 de novembro, um acordo de livre-comércio e associação política com a União Europeia, alegando que decidiu buscar relações comerciais mais próximas com a Rússia.
Dias depois, o próprio primeiro-ministro ucraniano, Mykola Azarov, admitiu que Moscou pediu para que a assinatura do acordo fosse adiada. A interferência dos russos, que teriam ameaçado cortar o fornecimento de gás e tomar medidas protecionistas contra acesso dos produtos ucranianos ao seu mercado, foi criticada pelo bloco europeu.
O premiê Mykola Azarov disse que nenhum tipo de compensação foi acertado com a Rússia para que o acordo fosse abortado, afirmando que no início de dezembro foram iniciadas com Moscou negociações "para restabelecimento de relações comerciais e econômicas normais".
O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, na tentativa de esfriar os protestos, disse que a decisão foi difícil, mas inevitável, visto que as regras europeias eram muito duras para a frágil economia ucraniana. Ele prometeu, porém, criar "uma sociedade de padrões europeus" e afirmou que políticas "nesse caminho têm sido e continuarão a ser consistentes".
Yanukovich garantiu que a Ucrânia mantém a intenção de assinar em um "futuro próximo" o acordo e disse que, para firmar o tratado negociado durante mais de seis anos, ainda faltam passos importantes. 

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